É lógico que os jogos AAA acabam recebendo mais destaque na indústria de jogos, com comunidades de fãs maiores e mais espaço em geral. No entanto, muitos gamers como eu às vezes sentem falta de outras experiências de jogos. Os indies, às vezes subestimados, são tipos de games que têm muito a oferecer. Por isso, fiz essa listinha com 5 sugestões de jogos que eu amei e acho que você vai gostar também!

5. To The Moon

Sem dúvida nenhuma, um dos jogos mais emocionantes que eu joguei na vida. To The Moon é um jogo muito simples, com praticamente nenhum combate e bem curtinho. Ele conta a história de dois cientistas, Rosalene e Watts, que trabalham em uma empresa que permite que as pessoas vivam outra vida em suas memórias antes de morrer. O paciente lembra essas memórias alteradas para ter algum conforto antes de falecer.

O trabalho da vez é fazer com que Johnny tenha memórias de ter ido para a lua. Os médicos precisam passar por todas as memórias da vida do paciente e descobrir porque algumas coisas não estão dando certo como de costume.

A jogabilidade e mecânica do jogo é simples, em um primeiro momento pode não parecer nada demais, mas é uma das histórias mais bonitas e redondas que vi em um videogame. A relação entre os dois cientistas protagonistas é sensacional, a forma como os segredos vão sendo revelados levam o jogador em uma espiral de emoções. É um dos jogos que eu mais recomendo atualmente para qualquer um que tenha Steam.

4. Transistor

Dos mesmos criadores de Bastion, Transistor é um jogo também relativamente curto, mas bem divertido e difícil de largar. É um RPG de ação que se passa em um universo de ficção científica. Red, a protagonista, perde a sua voz em um ataque feito contra ela. Agora, com uma espada misteriosa que fala, ela precisa descobrir os mistérios que estão acontecendo naquela cidade.

Geralmente eu jogo indies pela história, me importando muito pouco com combate, mas o de Transistor me entreteve bastante. É divertido, exige alguma estratégia e é desafiador na medida certa. Sem contar que todo o ambiente da cidade é muito interessante, cada personagem novo e localização diferente revela um pouco mais sobre os mistérios do jogo, até mesmo sobre o passado da protagonista.

Não dá para falar de Transistor sem lembrar da trilha sonora, que é maravilhosa e encaixa muito bem, ainda mais considerando que a protagonista é uma cantora. A relação entre Red e a voz dentro da espada vai ficando mais próxima a cada desafio derrotado, que faz a aventura toda ganhar mais significado.

3. Oneshot

Eu dei uma chance para esse jogo (ba dun tss) porque me disseram que os fãs de Undertale iam amar. Como vocês vão descobrir no final dessa lista, eu adoro Undertale, então decidi dar uma chance para Oneshot. Niko está em um mundo desconhecido com uma missão: Restaurar o sol de um lugar que vai ficar sem luz e, consequentemente, todos vão sofrer.

Entendo as comparações com Undertale, mas são jogos com suas próprias particularidades. Oneshot é menor, o desenvolvimento de personagem é muito mais focado em Niko do que os coadjuvantes ao redor. E tudo bem, a história não perde em nada com isso, apenas escolheu focar no protagonista. A jornada toda é muito divertida, sem combate, mas com puzzles e interações ao longo do jogo.

Uma das coisas mais legais de Oneshot é o tipo de interação com o jogo que o jogador pode ter. É melhor que a pessoa jogue sem saber exatamente o que está por vir, mas há muitos fatores em Oneshot que tornam as decisões mais complicadas de tomar do que talvez fossem em outros jogos.

2. Inside

Dos mesmos criadores de Limbo, Inside faz o jogador controlar um menino, fugindo de inúmeros obstáculos bizarros e macabros. Assim como Limbo, a história do jogo não está bem na sua cara e muito fica aberto para interpretação do jogador, mas há muito o que ver e entender ao longo de todos os lugares que o protagonista passa.

A jogabilidade é mais fluida e dinâmica que Limbo, trazendo alguns puzzles que, por mais complicados que possam ser, são divertidos de resolver. O clima do jogo é bem sombrio, até com criaturas quase sobrenaturais e situações fora da lógica, que levam à um final perturbador.

Talvez a parte mais interessante do jogo, pelo menos para mim, é buscar entender o que está acontecendo, o motivo daquele menino estar fugindo ou até mesmo o que ele está fazendo ali. A mecânica de Inside é bem gostosa de jogar e os cenários são interessantes, mas todos eles servem para a narrativa que está aberta para a interpretação que você quiser dar.

1. Undertale

Um dos meus jogos preferidos de todos os tempos. Sempre que posso, recomendo esse jogo, porque realmente acho que ele é muito bom em tudo que se propõe a fazer. Uma criança cai no subterrâneo, no mundo dos monstros, e agora precisa achar o caminho de volta antes que seja pego por algumas das criaturas que vivem lá.

Undertale é um jogo que te surpreende a cada passo. O combate não é o que você pensa, assim como os personagens, as informações que são dadas e até mesmo o seu próprio personagem. Como é um RPG, suas ações terão consequências no final, algumas que você nem imaginava que poderia encontrar.

A música é maravilhosa, dando vida para todos os lugares do jogo. A forma que a história vai sendo revelada e as reviravoltas valem todo o dinheiro que você vai gastar com Undertale, que não é muito. É melhor entrar no jogo sem saber como as coisas funcionam, mas saiba que você estará sempre escolhendo entre lutar e a misericórdia.