Nunca achei que, em pleno 2018, estaria eu aqui, empolgada nesse tanto para um jogo de Assassin’s Creed. Já falei algumas vezes sobre isso, como o novo título da franquia, Assassin’s Creed: Odyssey, foi uma das revelações da E3 deste ano que mais me surpreendeu.

Assassin’s Creed Odyssey será lançado mês que vem, dia 5 de outubro, mas algumas pessoas já tiveram acesso ao jogo e deram as primeiras impressões. A Ubisoft também já deu várias entrevistas, onde podemos ter alguma ideia do que esperar do jogo. É óbvio que só vamos saber se é bom ou não quando for lançado, mas eu estou no hype e vou te dar alguns motivos para você se juntar a mim.

6. RPG single player? Queremos sim!

Já faz algum tempo que existe essa discussão sobre os RPGs singleplayer estarem morrendo, não terem mais espaço no mercado, etc. Tudo se intensificou quando a Bioware, que tinha duas franquias consolidadas e ativas nesse estilo, resolveu colocar seus esforços em Anthem, um multiplayer. Não há nada de errado em fazer jogos diferentes do que se está acostumado, inclusive falo sobre isso sempre que falo de Anthem, mas há uma parte do público que não vai buscar esse estilo de jogo.

Eu entendo a questão, porque eu sou uma das pessoas que fica chateada com as poucas opções novas que vão aparecendo desse estilo de jogo. Por isso até, por um tempo, migrei muito para os jogos indie, que estavam mais perto de dar a experiência que eu queria. Então foi surpreendente, e muito feliz, encontrar uma franquia grande que estava disposta a apostar nessa parte do mercado.

RPG singleplayer é a forma que jogadores que gostam de escolhas, sejam narrativas ou de combate, aproveitar um universo sem interferências externas. Multiplayer e até RPGs offline dependem de outras pessoas, o que também é divertido, mas não é necessariamente o gosto de todo mundo. Eu, que gosto dos dois, às vezes sinto falta de uma experiência individual, que o RPG singleplayer proporciona.

E né, ninguém me convence que a Ubisoft não viu a parte do mercado que a Bioware ia deixar um pouco de lado e falou “Bora lá”.

5. Mudança no estilo “Assassin’s Creed”

É óbvio que não dá para bater o martelo nessa questão, dizer com 100% de certeza que esse será o caso, mas, de acordo com entrevistas e primeiras impressões, podemos especular algumas coisas. Desde a apresentação do jogo na E3, dava pra ter uma impressão de que a Ubisoft queria apostar em novas coisas com Odyssey. Essa tendência já estava aparecendo em Origins, mas agora ela parece vir com mais força.

Odyssey é o primeiro jogo da franquia que será um RPG, onde as decisões afetarão o curso do jogo. Como os trailers dizem, cada jogador criará a sua própria odisseia. As mudanças não são boas só porque direcionaram o jogo para o RPG, mas porque Assassin’s Creed tem o mesmo formato batido há anos.

Todos sabem que há inúmeros títulos da franquia, e por um tempo foi divertido, mas com os anos virou mais do mesmo. Sempre tinha um Assassin’s Creed com a mesma premissa, mecânica e elementos repetidos. Ao mesmo tempo, o jogo novo ainda terá elementos característicos da franquia, o que é bom. Apesar da Ubisoft querer conquistar novos jogadores, há também uma base de fãs antiga. É importante manter elementos específicos de uma franquia, mas a desenvolvedora precisa se inovar, se não vira sempre mais do mesmo, como foi o caso de Assassin’s Creed por muito tempo.

4. Crie sua própria Odisseia

Comentei isso no tópico anterior, mas gostaria de focar nesse assunto especificamente. Jogos que te dão a opção de moldar a própria história, com consequências narrativas e também mecânicas, dão essa impressão de que cada gameplay é única. Cada jogador vive uma experiência diferente, além de também incentivar que os jogadores tentem passar pelo jogo mais de uma vez, para ver mais possibilidades.

Isso foi falado desde que a Ubisoft permitiu que pudéssemos escolher entre jogar com um homem ou uma mulher durante o jogo. É a primeira vez que Assassin’s Creed tem isso, porque mesmo com Evie em Syndicate, a maioria do jogo tinha que ser feita com Jacob, ou era opcional. Dessa vez, essa escolha ficará conosco durante o jogo inteiro. Agradecemos protagonismo feminino, obrigada.

Além disso, vimos a árvore de habilidade, as opções de diálogos ao longo do jogo e informações dadas pelos produtores. De acordo com eles, algumas consequências serão imediatas e outras demorarão algumas horas para aparecer de novo. Isso sempre faz com que o jogador pense duas vezes antes de fazer alguma coisa. Para muitos, é uma sensação muito divertida, de realmente poder modificar o que está acontecendo no jogo.

3. ROMANCES

Isso é um motivo sim, me deixa. Órfã da Bioware mesmo. Goste ou não, romances são um elemento que atrai sim uma parcela de jogadores interessados nesse tipo de interação durante o jogo. Há pessoas que não jogam só pelo combate, mas que querem ter o extra do drama na narrativa enquanto o jogo acontece. Porque uma coisa é seu personagem entrar em uma guerra, outra é seu personagem entrar em uma guerra deixando uma pessoa amada para trás.

Tratar romances nos jogos sempre dá uma oportunidade de falar de sexualidade. Eu tive receio da Ubisoft errar aí, já que o histórico com minorias nem sempre foi bom, mas, felizmente, eu fui surpreendida. A Ubisoft já confirmou que os romances poderão acontecer independente de gênero. O mais legal é a justificativa, a equipe buscou fazer um trabalho de pesquisa sobre a Grécia Antiga e, pasmem, eles viram que heterossexualidade compulsória não faria nenhum sentido nesse contexto. A única vez que eu vi o argumento de fidelidade história ser usado de uma forma positiva.

Então sim eu quero passear pela Grécia Antiga pegando todo mundo, vou ficar animada sim.

2. Impressões positivas

Primeiras impressões não definem jogo, até porque algumas delas ainda estão saindo, mas por enquanto o que eu tenho lido é positivo. A maioria dos textos se foca em falar em como Odyssey melhora elementos do Origins, assim como também dá um passo para frente para uma nova direção da franquia.

Por mais que isso não signifique que o jogo vai ser bom, as primeiras impressões existem por um motivo. Uma primeira impressão ruim deixará os jogadores na dúvida, receosos e se perguntando se vale a pena mesmo gastar dinheiro com aquele título. Uma primeira impressão boa incentiva as pessoas a procurarem por aquele jogo. Não é à toa que alguns veículos recebem o jogo antecipadamente.

Se a primeira impressão é positiva, significa que, ao menos as primeiras horas do jogo são boas, o que aumenta as chances do resto ser também. Não é uma regra, mas incentiva os jogadores.

1. História pessoal no meio da guerra

Existem registros históricos que dizem como os conflitos na Grécia Antiga aconteceram. Os produtores do jogo já disseram que não pretendem mudar o rumo da história como conhecemos, o que estará em jogo é o que acontece com nosso personagem.

Focar em personagens específicos no meio de um conflito maior é uma tática boa narrativamente, se bem trabalhada, como qualquer outro elemento. Conflitos grandes dão a sensação do épico, mas são as histórias pessoais que nos envolvem, que deixam todo aqueles acontecimentos próximos de nós. Isso é uma boa forma de fazer com que o jogador se importe, ainda mais em um jogo em que ele tem a possibilidade de mudar as coisas.

Quando o conflito envolve um personagem com o qual você se importa, que tem algum laço com o protagonista, a nossa relação com a história muda. No caso do jogo, essa imersão tem chance de ser mais intensa, porque o jogador se sente na pele daquele personagem que está controlando. Ligado aos elementos de RPG, isso torna as decisões ainda mais complicadas para o jogador, que costuma ser o tipo de diversão que os fãs desse gênero buscam.