A gente costuma achar que certas coisas monstruosas são coisas do passado, por exemplo, as terapias de conversão sexual, aquelas usada para “tratar” o paciente que é homossexual – a dita cura gay.

No ano passado houve uma grande polêmica em torno disso quando um ministro da justiça autorizou uma dessas terapias – que são rechaçadas não só pelos psicólogos brasileiros, mas pela Organização Mundial da Saúde. Esse tipo de terapia, além de não ser reconhecida, pode causar todo tipo de dano para a pessoa que é submetida a ela. 

Em meio a essa polêmica, o Mario Cézar, quadrinista que eu conheço há alguns anos já, colocou no mundo um projeto no qual ele já vinha trabalhando há algum tempo: Bendita Cura. Recentemente o projeto chegou ao Catarse, site de financiamento coletivo, e você pode apoia-lo por lá! 😀 

Nas palavras do Mário:

“Desde pequeno, Acácio do Nascimento era um garoto diferente dos demais. Preferia brincar de boneca a jogar futebol, o bambolê lhe interessava mais que carrinhos e pistolas de cowboy. Assustados com a possibilidade de seu filho ser homossexual, Mara e Galdino submetem Acácio desde os cinco anos de idade a diversos tratamentos para ele se tornar um menino normal como os outros.

Neste primeiro volume, acompanhe a infância e a adolescência de Acácio, a dificuldade de seus pais em lidar com uma questão que desprezam sem ao menos conhecer direito, as provocações de outras crianças na escola, o despertar de sua sexualidade e as cobranças para se encaixar nos padrões ditados pela maioria.”

O Bendita Cura pode ser lido totalmente online. Porque o Mario sabe muito bem o quão importante é ter um material como este disponível para leitura, ele pode ser lido gratuitamente direto da internet através DESTE LINK. 

Mas então.. Para que o Catarse?

Ora, porque quer coisa mais incrível do que ter este material impresso? O quadrinho não é só mais uma história legal, é uma história necessária em tempos conservadores como o nosso. Ter esse tipo de material impresso é muito importante – por mais digital que os nossos tempos sejam, ainda tem gente que não tem acesso à internet, pelo menos não de maneira tão ampla. 

Além disso, o quadrinho é o tipo de presente bacana pra quem está começando a entender que nem tudo que é diferente é ruim, a leitura que aquele seu colega homofóbico precisa para entender de vez que ele está errado e, talvez mais importante, a mensagem necessária para quem está passando por tudo isso hoje: você não está sozinho.

O financiamento coletivo funciona da maneira tradicional: você apoia com um valor e pode receber algo de volta (além da satisfação em apoiar um trampo tão legal, claro). Entonces, seja com dois reais, ou mais, corre lá no Catarse para ajudar a fazer esse projeto incrível ir para o papel e alcançar ainda mais pessoas!

O nosso plano é sempre trazer projetos novos de financiamento coletivo, sejam eles contínuos ou por projeto. Então fica ligado nas próximas semanas!

Até mais! 😉