Esta crítica não terá spoilers da segunda temporada de She-Ra.

A primeira temporada de She-Ra foi um sucesso. Apesar do ódio que a animação recebeu por pessoas que não aceitavam a nova versão, a primeira temporada fez um ótimo trabalho de narrativa, apresentação de personagens e de deixar o público curioso para saber o que vai acontecer no futuro.

Agora, com a chegada da segunda temporada, a história parece ganhar um foco maior. Com a maioria dos elementos já apresentado nos episódios anteriores, a segunda temporada de She-Ra busca falar mais da guerra dos rebeldes com a Horda, enquanto Adora se foca em tentar descobrir mais sobre sua função como She-Ra. Essa temporada é menor do que a primeira, tendo apenas sete episódios.

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A primeira coisa que me chamou a atenção, que também aponto como um defeito, é que o final da temporada é meio repentino. Parece que a segunda temporada foi dividida na metade e não vimos a última parte ainda. Não que isso faça a história ficar sem sentido, mas deu um pouco a impressão de que estava faltando alguma coisa, mesmo que o que tenhamos visto tenha sido bom.

Por mais que Adora continue sendo a protagonista, e sua busca por entender o que é ser a She-Ra continue, nós vemos outros personagens tendo mais espaço para seus arcos de desenvolvimento. Felina, por exemplo, continua tendo um bom destaque na série, enquanto luta para ser reconhecida por Hordak, mas tem dificuldades no meio do caminho. Além disso, outros personagens que ficaram mais de canto na primeira temporada recebem mais espaço agora. Por mais que Arqueiro seja parte do trio principal, dos três, ele é o que menos tem o seu passado mostrado, o que muda nessa temporada. Scorpia, que ficava muito mais de coadjuvante para Felina, também tem um espaço maior para brilhar, mostrando que ela é uma pessoa sensível e carinhosa. A relação entre Felina e Scorpia também ganha mais espaço nesses novos episódios.

A segunda temporada de She-Ra não esquece dos acontecimentos da primeira. Não só porque agora os rebeldes estão mais unidos do que nunca na luta contra a Horda, mas também lembra de acontecimentos ao redor dos principais. Na primeira temporada, vimos Entrapta ser capturada pela Horda e que, no final, acabou até gostando de ficar onde estava. Nessa temporada, esse assunto continua sendo tratado, afinal de contas é uma princesa, muito inteligente por sinal, que está dificultando a vida dos rebeldes, mesmo que ela não tenha completa noção disso.

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Muito do conteúdo é focado nas estratégias que cada lado está usando para conseguir alcançar os seus objetivos na guerra. Então, ao contrário da primeira temporada, não há muito tempo para episódios de respiros. Isso não é um problema, nem em si um ponto positivo, apenas uma característica que She-Ra usou.

Como o universo da animação é muito interessante, senti falta de mais momentos que continuassem mostrando outros reinos, expandindo mais a história, que acontece um pouco mais quando vemos o episódio focado na Sombria. Mas foi uma escolha da série que não é um erro em si. Por outro lado, ainda no mesmo assunto, tivemos algumas informações novas sobre o passado do universo, dos Primeiros, o que é sempre bem vindo, até porque é parte da busca da Adora.

Apesar de parecer curto demais, e que até faltaram algumas coisas, She-Ra continua mantendo uma história consistente, com personagens interessantes que não falha em divertir. E também continua sendo uma animação disposta a mostrar representação, que aparece mais nessa temporada (não comentarei com detalhes porque é spoiler, mas assistam até o último episódio). O gancho no final é muito bom, então continuamos empolgadas, esperando para ver os próximos episódios da aventura de Adora.