Vamos para mais um ship para Assassin’s Creed: Odyssey, que já tenho quase 90 horas de jogo? Sim! Por mais que eu não esteja jogando com o Alexios, o protagonista homem, eu joguei o romance do Thaletas e assisti a versão com o Alexios, então achei uma boa ideia trazer ele para cá.

Não vamos ter spoilers sobre a história principal do jogo, mas vai ter spoilers sobre o romance do Thaletas e o arco das Ilhas de Prata, então você está avisado.

Thaletas é um homem espartano, um dos rebeldes das Ilhas de Prata que está lutando contra Podarkes, um líder ateniense que está liderando aquela área, que fez barbaridades na região. Thaletas tem uma parceira chamada Kyra. Sim, essa parte do romance é errada. Sim, dá pra pegar ela também, mas não os dois ao mesmo tempo.

Alexios é o protagonista, o herói do jogo que está em uma jornada para derrotar inúmeros inimigos. Ele chega nas Ilhas de Prata e encontra a situação com os rebeldes. No começo, Alexios pode escolher qual dos dois ajudar, Kyra ou Thaletas. Se o jogador escolher o Thaletas, abre a possibilidade do romance.

Por ser um cara espartano, não é surpresa que Thaletas prefira um ataque direto. Alexios ajuda o espartano com o que ele deseja, para diminuir as forças de Podarkes, e ao trabalharem juntos, os dois vão se aproximando. Thaletas hesita, até porque ele já tem um relacionamento, mas ele não pode negar seus sentimentos por Alexios. A minha vontade era apresentar a não-monogamia para todos eles, mas enfim.

Thaletas te leva para um lugar distante das vilas, onde há algumas ruínas, que ele visita quando quer parar e pensar um pouco, se concentrar e também treinar. Ao que tudo indica, esse é o momento tão esperado em que os dois finalmente vão ficar. Porque olha, o Thaletas é do tipo difícil. Mas quando parece que vai finalmente acontecer, ele vem com um papo de “precisa ver do que Alexios é feito” e que só tem um jeito de saber isso de alguém, através do combate. Bem espartano ele.

Não é uma luta de todo difícil, seu personagem vai lá e derrota o Thaletas, tudo bem. Ele admite que você não luta como um espartano, e sim como um deus. Alexios ajuda Thaletas a se levantar, no maior estilo “estamos lutando aqui na broderagem”, quando os dois finalmente se beijam e tem um momento juntos.

Apesar do Thaletas ser muito difícil em alguns momentos, eu gosto desse romance, principalmente com o Alexios, porque é uma das poucas, se não a única, opção de ter um romance com um homem nesse jogo que parece ter mais significado do que só pegar o personagem. Infelizmente, Assassin’s Creed: Odyssey não dá tantas chances de Alexios pegar outro cara, então eu aprecio que exista um romance como Thaletas.

Quando toda a situação do Podarkes é resolvida, Thaletas recebe uma proposta para um posto alto em Esperta. Ele fala sobre isso com Alexios e quer que seu amante vá junto com ele. Não há nenhuma opção que permita que Alexios vá com Thaletas, até porque se não, parava o jogo. Mesmo que o jogador tente recrutar Thaletas, ele vai dizer que, por mais que Alexios tenha o amor dele, é Esparta quem tem seu coração, portanto ele não pode.

Todo esse arco das Ilhas de Prata parece ter um final triste ou não tão feliz, e acredite, pode ficar muito pior do que isso. E sim, o seu personagem meio que entra e atrapalha a vida de outros personagens, o que nunca é bacana. Mas eu gosto que o romance tem um “quê” de tragédia grega. Há outras questões nesse arco das Ilhas de Prata que ainda devo falar sobre, mas por enquanto vamos apreciar esses dois homens, se batendo na broderagem e depois virando um romance.