Ah sim, vamos falar da J. K. Rowling de novo. Infelizmente, ela é um dos casos de pessoa tão famosa que não adianta deixar o “assunto morrer”, porque não vai. J. K. Rowling, autora de Harry Potter e uma das escritoras mais famosas na atualidade, tem feito comentários transfóbicos há muito tempo e está ativamente agindo contra pessoas trans.

Recentemente, o nome de J. K. Rowling voltou a ser assunto após uma pesquisa que mostrava que os livros Harry Potter foram os mais vendidos no último ano. Além disso, com o andamento do caso de Maya Fostarter, J. K. voltou a virar assunto. Em resumo, o caso é que Maya foi demitida após fazer tweets transfóbicos, e em junho essa decisão foi revogada, dando vitória para Maya. J.K. já tinha apoiado Maya e continuou com a mesma posição agora.

Com isso, a internet voltou a falar bastante sobre a autora. Semana passada eu vi inúmeros debates, threads e brigas por conta da transfobia de J.K. Rowling. Muito se fala sobre “morte do autor” e separar o autor da obra, mas também se fala como é impossível consumir as obras dela sem apoiar essas ideias. Nós já falamos especificamente disso sobre a J.K. aqui.

A proposta desse texto é explicar como as ideias de J.K. Rowling são danosas sim, e como “morte do autor” não se encaixa bem nesse caso. Infelizmente, muitas conversas no Twitter viram ataques pessoais, lá não é o melhor lugar para abordar a complexidade dessa questão. Por isso, acredito que vale a pena mergulhar mais nesse assunto.

Essa é a minha opinião pessoal, de uma mulher cis que não teve a infância muito marcada por Harry Potter.

Morte do Autor

Life In The Cupboard Under The Stairs | by Sarah Stanton | Medium

Morte do autor e separar o autor da obra não são a mesma coisa.

A morte do autor é um conceito da crítica literária de meados do século XX; sustentando que as intenções e os fatos biográficos de um autor (opiniões políticas, religião, etc.) não devem ter peso na interpretação de sua escrita. Isso significa que as opiniões de um escritor sobre seu próprio trabalho não são mais ou menos válidas do que as interpretações de qualquer leitor. As intenções são uma coisa. O que realmente foi realizado pode ser algo muito diferente.

Depois que uma obra está no mundo, você não tem controle de como as pessoas vão interpretá-la. Eu não acredito que as intenções do autor são completamente irrelevantes, mas eu concordo que elas não são o suficiente pra ditar a interpretação da obra.

Eu não acho que isso é de todo relevante para avaliarmos o caso da J.K. Rowling. Eu trouxe o termo porque vi ele sendo usado muitas vezes no debate, e é importantes conhecermos as diferenças. Morte do Autor tem sido usado por alguns fãs de Harry Potter para dizer que o texto vai além do que a J.K. Rowling é. De certa forma, eu concordo, mas talvez com uma lente um pouco diferente.

Os preconceitos da autora não podem apagar e nem limitam a influência positiva que Harry Potter teve em vários jovens. Eu sei que muita gente tem falado como Harry Potter é ruim e medíocre, mas eu também acho que isso é irrelevante pra conversa. Nem interessa se eu concordo ou não, Harry Potter pode ser o que for, o fato é que influenciou sim muita gente.

Harry Potter é a história de um menino que não podia ser livre e ficava preso em um armário. J.K. Rowling pode não ter pensado na relação com pessoas LGBTQIAP+ quando escreveu isso, mas muitas pessoas leram assim. Muitos jovens LGBTQIAP+, diga-se de passagem. É óbvio que pessoas trans que tiveram a juventude moldada por Harry Potter podem cortar a história completamente de suas vidas por conta do que a J. K. falou, mas isso não significa que um dia isso não foi importante para elas. Nesse caso, eu acho sim que faz algum sentido falar sobre Morte do Autor.

No entanto, eu não estou falando tudo isso para passar pano para J.K. nem quem a financia. Porque aí eu acredito que entramos mais na questão de “separar autor da obra”. Sim, essa ideia e Morte do Autor tem relação, mas não é a mesma coisa. Eu trago Morte do Autor e digo onde eu acredito que faça sentido porque eu não vou ignorar o impacto de Harry Potter na literatura mundial. Goste ou não, consumindo ou não, isso é um fato. Harry Potter é uma das maiores franquias do mundo.

Você pode ter sido marcado por Harry Potter e ter boas lembranças de tudo, você pode ainda ter várias coisas da franquia na sua casa e não querer se livrar de nada delas. Isso tudo não te impede de ver o dano que ela está causando e entender que o caso da J.K. é danoso em níveis que poucas vezes aconteceu com outros autores.

Separar autor da obra

H. P. Lovecraft contra a vida - Revista Galileu | Estante Galileu

Desde que eu estou escrevendo sobre cultura pop, há uns sete anos, eu encontro essa discussão em vários lugares. Eu mesma já mudei de opinião várias vezes sobre esse assunto. Separar autor da obra, no meu entender, é diferente de Morte do Autor, porque essa separação não seria só das intenções do autor quanto à obra em questão, mas também ele, como pessoa, ser separado de sua produção artística.

Isso é possível? Se você perguntar para 10 pessoas, você terá 10 respostas diferentes. Eu acredito que não é tão simples separar autor da obra assim, quase impossível na maioria das vezes. Eu acredito que tem obras que vão acabar expondo o autor mais do que outras, mas que nós colocamos sim parte de nós nas nossas obras. Quanto mais eu avanço como autora, mais eu vejo isso em primeira mão.

Vamos usar Lovecraft de exemplo.

Lovecraft é uma das maiores referências de literatura de terror da história. É um fato, independente de gostos pessoais. Eu mesma gosto de Lovecraft, mas para mim é impossível ler algo dele sem passar pelo racismo de suas obras. Ainda não encontrei uma história dele que não tivesse passagens racistas.

Sim, eu sei que muitos vão falar “ah, porque na época dele…”. Correndo o risco de ser polêmica, eu acredito sim que devemos considerar o contexto em que as obras são publicadas. Porém, não digo isso para passar pano para Lovecraft ou qualquer outro autor, digo porque isso nos dá uma análise mais aprofundada de um material e nos faz entender porque não devemos continuar reproduzindo isso, ou agindo como se esses preconceitos não existissem. Nesse caso especificamente, Lovecraft era considerado muito racista até na própria época.

Não é à toa que suas ideias racistas ficavam visíveis em suas obras. Mesmo tratando de horror cósmico e assuntos fantásticos, tinha bastante espaço para ele expor seu racismo. Por isso é sim difícil dizer “ah, separa o autor da obra e tá tudo bem”, porque às vezes a obra está recheada dos preconceitos do autor. E digo “às vezes” exatamente porque já passei por situações de ler obras que não soavam preconceituosas e depois descobri que o autor reproduzia coisas péssimas.

Mas o preconceito já estava nas obras da J.K. Rowling?

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A resposta curta é: sim. Já foi muito debatido em vários lugares como J.K. Rowling tinha visões bem conservadoras em vários aspectos. Hermione, que é um símbolo feminino para tantas garotas, é colocada em um papel de “não é como as outras garotas”, que é um tropo problemático. Isso acontece com Gina também.

Existem outros momentos com elementos misóginos, como a senhora Weasley criticando Hermione por “quebrar o coração de Harry”, a representação de Lavender Brown, etc. Também temos os poucos personagens racializados sendo tratados como estereótipos, que é o caso de Cho Chang. Talvez muitas pessoas não tenham percebido essas coisas quando leram pela primeira vez, eu com certeza não notei, mas elas existem.

Harry Potter e a Pedra Filosofal é um livro de 1997. É perfeitamente possível que uma autora, que publicou um livro há mais de 20 anos, não concorde mais com as coisas que já escreveu, ou seja mais consciente sobre os estereótipos que usou. É um fato que a internet ao longo dos anos ajudou no debate sobre estereótipos na ficção. Pessoas amadurecem e mudam.

O problema é que essas coisas não ficaram no passado. Inclusive, eu diria que elas pioraram. J.K. Rowling falou por anos que Dumbledore era gay, mas quando tivemos a oportunidade de ver o personagem com outro homem, nada aconteceu. Isso não necessariamente é culpa da J.K. Rowling, afinal o produtor de Animais Fantásticos poderia ter cortado cenas mais representativas. Vamos lembrar do exemplo de Thor: Ragnarok, onde o diretor e a atriz de Valquíria queriam incluir uma cena que mostrava a personagem como bissexual, mas a cena foi cortada na produção mesmo assim.

O maior problema atual nas obras de J.K. são os que ela escolhe usar estereótipos transfóbicos, como é o caso de Sangue Revolto. O livro foi lançado muitos anos depois de Harry Potter, e tem representações mais transfóbicas que histórias como O Silêncio dos Inocentes, um livro de 1988.

(Eu não estou passando pano para O Silêncio dos Inocentes, que também é uma obra problemática. Mas, se a gente disseca as duas, O Silêncio dos Inocentes tem momentos em que tenta fazer discursos mais conscientes. Não são excelentes, mas é melhor do que o show de horror que é Sangue Revolto).

Sangue Revolto é um livro policial, em que o protagonista investiga o desaparecimento de uma mulher cis. Durante as investigações, o principal suspeito seria um homem que se veste de mulher. É um caso parecido com O Silêncio dos Inocentes, por isso o paralelo.

Qual o problema de consumirmos obras problemáticas?

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Nós, aqui no Nebulla, desde a época do Collant, falamos muito sobre obras problemáticas e estereótipos que não são positivos. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, debater os elementos problemáticos de uma obra não significa que ela é ruim em todos os aspectos, nem que não deva ser consumida de maneira alguma. Crítica não é censura. É importante falarmos sobre, até para evitar que isso aconteça.

Aqui estamos falando de debate, e não necessariamente todo mundo vai concordar. Isso não significa que alguém está errado, mas que essas conversas são mais complexas do que verdades absolutas. Por exemplo, existe um episódio de Black Mirror chamado San Junipero. Para mim, é o melhor episódio da série. Em San Junipero, vemos um casal de mulheres se apaixonando e ficando juntas. Porém (spoilers) elas estão vivendo em uma realidade artificial para onde as pessoas podem ir quando morrem. No final, elas escolhem viver lá após a morte.

Algumas pessoas acham o episódio problemático, porque seria uma forma floreada do estereótipo de matar personagens LGBTQIAP+ no final. Eu e outras pessoas não concordamos com isso. Do meu ponto de vista, é uma forma diferente e interessante de usar um estereótipo, até porque o episódio termina com um ar positivo de final feliz. Quem está certo nessa situação? Ninguém ou todo mundo. Existem sim casos de estereótipos que são mais fáceis de julgar, mas outros são mais complexos.

Também tem a obra que tem o autor problemático, como Harry Potter, que é o ponto principal aqui. Como lidamos com obras feitas por pessoas problemáticas? Eu acredito que isso é muito pessoal e também depende muito do quão “problemático”, digamos assim, é o autor. Existem pessoas com falas preconceituosas, algumas delas buscam aprender e vemos até mudanças reais. Alguns só não ligam e seguem falando bobagem. Há também os casos de obras que envolvem muitas pessoas, como a produção de um videogame de uma empresa grande. Se uma das pessoas envolvidas é problemática, o que fazemos? E, por mais que tudo possa ser considerado problemático, existe uma grande diferença em ter uma fala infeliz e cometer um crime, como assédio.

Há anos, eu via pessoas dando opiniões muito definitivas sobre esse assunto. A opinião delas era a verdade absoluta de como lidar com essas situações. Honestamente, eu acredito que isso atrapalhe mais do que ajuda. Por ser uma questão complexa, nós precisamos dar atenção para todas as camadas que essas situações podem ter. Sim, eu sei que em redes sociais é muito mais fácil pular todas essas avaliações e fazer um julgamento rápido, mas isso não é justo e nem responsável.

Então a resposta é: Eu não sei como lidar com isso. A maioria das pessoas não sabe. A verdade é que, em muitas dessas obras consideradas problemáticas, quem vai definir o limite do que consome ou não é a própria pessoa. Eu tenho meus próprios limites, que são diferentes dos da Rebeca (nossa editora) e de tantas outras pessoas. Ninguém está mais certo que outro. O problema é fingir que essas problemáticas não existem nas obras, porque aí é apagamento e prejudica muitas pessoas.

Dito tudo isso, eu acredito que o caso da J. K. Rowling é ainda maior.

Nunca vimos um caso como o da J.K. Rowling

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Da mesma forma que vemos obras antigas problemáticas e tentamos entender a época em que a obra está, isso também precisa valer para os momentos mais atuais. Até porque, para mim, o fato de J.K. Rowling estar fazendo tudo isso em 2021 é o que a torna muito mais perigosa do que outros casos.

Vamos voltar para Lovecraft. Sim, ele é uma referência do terror. Sim, ele era muito racista e isso está em toda a sua obra. E ele está morto. Ninguém vira santo quando morre, mas ele não está vivo para usar financiar ideias preconceituosas com o dinheiro das suas obras. Esse contexto também precisa ser levado em consideração.

Esse não é o caso da J.K. Ela está viva, é relativamente jovem, e tem muito poder. O caso de separar autor da obra é ainda mais perigoso em relação à J.K. porque ela é Harry Potter. Ela sempre foi ativa nas redes sociais, já falou várias informações oficiais em seu Twitter, coisas que nunca apareceram no livro. A imagem dela é muito ligada à sua obra, de forma que não acontece com muitos outros autores grandes, como é o caso de Stephen King, por exemplo. Isso tudo é parte do marketing dela, e é parte do que trouxe todo o seu alcance.

Harry Potter é uma das maiores franquias da literatura. J.K. Rowling é uma das maiores autoras da atualidade. Você pode não achar a melhor, mas não muda o quanto ela tem de alcance e poder. Lovecraft nunca teve e nunca vai ter esse alcance e poder. Estamos em 2021, com a internet e as redes sociais expandindo muito o alcance de autores. J.K. é uma das autoras com algumas das maiores plataformas das redes sociais, e isso influencia muito a situação.

O maior problema da J.K. Rowling é que ela está usando todo esse poder, alcance e dinheiro para fazer mal à pessoas trans. Ela fez um texto gigantesco com argumentos transfóbicos e espalhando informações falsas. Isso é muito sério, ainda mais ela sendo quem é. J.K. apoia pessoas que foram transfóbicas e foram para corte por causa disso. Ela não está só tweetando bobagens, o que já seria ruim, ela está ativamente usando o que tem para atacar um grupo oprimido.

A verdade que a gente precisa aceitar é: Ela só consegue fazer isso porque ela tem todo esse poder e alcance, muito ajudado pela internet como é hoje. J.K. Rowling só está nessa posição porque ainda é uma das autoras mais vendidas do mundo. Isso é um fato, independente do que você ache de sua obra e do papel que ela tem na sua vida.

Como eu disse antes, eu acredito que escolher consumir algo, no final das contas, é uma questão pessoal. Mas, no caso da J.K. Rowling, precisamos tomar mais cuidado por conta de todo esse contexto. Não é só deixar de acompanhar alguém problemático, é o que essa pessoa muito poderosa faz com o seu alcance. Eu disse antes que cada caso devia ser avaliado com as camadas necessárias. Por isso é importante entender essas questões que fazem J.K. mais perigosa do que outras situações que já vimos. Financiá-la hoje é uma questão mais complicada do que é com outras celebridades.

Harry Potter é muito importante para mim

Nostalgia: Harry Potter – Juan de Souza

Eu sei que no título eu disse que essa questão vai além dos sentimentos. É verdade, vai mesmo. Mas fingir que esses sentimentos não existem não vai ajudar. Harry Potter foi importante para muita gente, histórias possuem uma maneira peculiar de ficar e mexer conosco.

É perfeitamente normal que você goste de Harry Potter e que isso tenha marcado a sua vida. Você não precisa jogar todas as suas coisas fora e ignorar suas memórias. Elas são parte de nós, e se desapegar de algo tão próximo é difícil mesmo. Talvez não seja tão difícil pra você, mas não significa que não é para o outro. Assim como também é difícil ver um ídolo se mostrar uma pessoa péssima. Talvez, por conta das redes sociais, as pessoas esperem posicionamentos muito “certos” e rápidos o tempo todo, mas a verdade é que entender certas coisas exige tempo e reflexões. Principalmente se você for uma pessoa trans que teve a vida marcada por Harry Potter.

Eu não vou dizer o que você deve fazer com Harry Potter, não sou ninguém para fazer isso. Eu levantei vários pontos com argumentos para sustentar a minha conclusão: Financiar Harry Potter hoje é perigoso. Acredito que esse caso é pior do que a maioria que vimos nos últimos tempos. Mas eu não posso forçar você, que está lendo isso, à nada. Eu não vou ignorar a relação afetiva que muitas pessoas tem com a obra, mas a minha maior preocupação nessa questão é o dano que isso tudo causa em pessoas trans. Nós não podemos nunca esquecer, nessa história toda, que além de falar de consumo, nós estamos falando de ataques que J.K. está fazendo contra um grupo oprimido. Contra vidas de pessoas que já estão à margem da sociedade.

Não sei se um dia a J.K. vai se ligar do que ela está fazendo, e eu não tenho nenhum poder de fazê-la mudar de ideia. O que eu posso tentar fazer é ajudar as pessoas ao meu redor a entenderem melhor essa questão. Até porque ainda tem muitos adolescentes consumindo Harry Potter, que talvez não façam essas reflexões sozinhos. Dependendo de como esse assunto chega para eles, é mais fácil afastarmos jovens de uma discussão importante sobre minorias e transfobia do que realmente explicarmos os problemas e apresentarmos outras opções de leituras.

O que eu queria com esse texto é que as pessoas refletissem sobre esses tópicos. É muito mais complicado do que “separar obra do autor” e “o quanto Harry Potter marcou minha vida”. Também vai muito além de um indivíduo consumir Harry Potter, é sobre empresas e nomes grandes que continuam dando destaque para J.K.

A seguir, vou colocar alguns vídeos de duas youtubers que eu gosto muito, que também falaram sobre esse assunto e explicaram mais a fundo transfobia e as coisas que J.K. Rowling falou. Todos os vídeos em inglês têm legenda em português, menos o último.

Crítica-ao-Gênero | ContraPoints – A Natalie explica muitos dos pontos levantados em TERF Wars, o texto transfóbico que J.K. postou em 2020. O vídeo é de antes, mas é muito útil para entender porque J.K. está sendo transfóbica em seus argumentos.

J.K. Rowling | ContraPoints – Aqui a Natalie fala especificamente da J.K., sobre o problema de seu discurso e como Sangue Revolto perpetua estereótipos muito nocivos.

Morte do Autor | Lindsay Ellis – Se você quiser saber melhor sobre o conceito de Morte do Autor, assista este vídeo.

Morte do Autor 2: Rowling Boogaloo | Lindsay Ellis – Neste vídeo, a Lindsay fala especificamente como Morte do Autor não se aplica ao caso da J.K., e também fala sobre a questão afetiva que temos com Harry Potter.

Tracing the Roots of Pop Culture Transphobia | Lindsay Ellis – Este vídeo explica melhor tropos transfóbicos, fala sobre O Silêncio dos Inocentes e também aborda Sangue Revolto. Infelizmente não tem legenda em português, mas se você consegue ouvir ou ler legenda em inglês, eu recomendo.

 

 

Sobre o Autor

Escritora, roteirista, poledancer nas horas vagas. Determination ♡

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