Os Guardiões da Galáxia, também conhecido como o melhor grupo de heróis atualmente nos cinemas (me processa). Eu não ligo se você não concorda, eu prefiro o bando de amigos desajustados do que os poderosos Vingadores ou a (mal escrita) Liga da Justiça. Para mim, Guardiões da Galáxia tem um apelo que vai além dos super-heróis gloriosos e poderosos. Eles são os personagens mais relacionáveis do MCU.

Mas eu não vim aqui falar do meu amor pelos Guardiões da Galáxia, e sim do principal ship dos filmes: Starlord e Gamora. Não, eu não vou falar dos quadrinhos, porque não li.

Ah sim, tem SPOILERS dos dois filmes!

Starlord, a princípio, é o típico cara egoísta, que só se importa consigo mesmo e não é o tipo heróico. Eu sei que a gente pode argumentar que, depois de dois filmes, ele ainda tem um bocado disso. Mas a grande graça dessa parte específica do MCU é que os personagens de fato são complexos. Ao longo dos filmes, Starlord tem a chance de mostrar que sim, ele pode ser egoísta, mas ele tem outros aspectos na sua personalidade.

Gamora é filha de Thanos, treinada para ser a melhor assassina da galáxia e, consequentemente, é conhecida como a mulher mais perigosa entre muitos do universo. Com os filmes, vemos que ela não é a pessoa fria e sem coração que podemos acreditar. Ela se importa com sua irmã, Nebula. Ela se importa com seus amigos e, para a felicidade do nosso ship, ela se importa com Starlord. A história da sua personagem é sobre como aprender a confiar e ser menos na defensiva.

Eles não começam bem, e talvez essa seja parte da graça. Sim, casais que começam se desgostando estão há poucos passos de se tornar uma representação ruim. Starlord e Gamora, não mãos de um escritor ruim, poderia virar um clichê. Eles não se gostam porque tem uma primeira impressão ruim um do outro. Starlord se esconde atrás de uma fachada de galã que não se importa, enquanto Gamora mantém a distância com a sua frieza, um mecanismo de defesa. A graça é que, à medida que eles vão trabalhando juntos e vendo que há mais por baixo dessas características, a ligação entre os dois vai aumentando.

O interesse nasce com Starlord. Desde o primeiro filme, ele já quer alguma coisa com ela, que é rejeitado imediatamente. No segundo filme, a aproximação dele é mais sutil, baseada em uma convivência que já criaram, em uma amizade mais fortalecida. O ponto do primeiro filme é estabelecer aqueles cinco como amigos. No começo do segundo longa, Mantis fala para todo mundo que Starlord tem sentimentos por Gamora, que o deixa evidentemente sem graça. Mais tarde, ele tenta convencê-la de que há algo acontecendo entre os dois, mas Gamora continua negando (Quase “Não direi que é paixão” do Hércules).

A história dos dois não é “convencer a garota até ela dizer sim” ou “não na verdade é sim”. Pelo menos não por enquanto, e espero que continue assim. Gamora de fato parece que está passando pelo processo de desgostar, para amigo e, quem sabe, eventualmente, romance. O segundo filme mostra ela se preocupando com Starlord, suspeitando do pai dele e com receio dele estar sendo enganado e, eventualmente, ferido.

Como Guardiões da Galáxia é um dos pontos do MCU com melhor desenvolvimento de personagem, eu acredito que eles vão conseguir fazer os sentimentos da Gamora irem aflorando de forma que faz sentido. Se o ship de fato virar canon, eles podem ainda não ser nada mais do que um headcanon, mas não custa sonhar, né?

Eu sempre tive uma queda por ships que não se entendiam sempre antes de ficarem juntos. Não estou falando de romantização de abusos, mas sim de pessoas que vão se conhecendo à medida que vão convivendo juntas, o que possivelmente pode causar atritos. Não sou fã do amor a primeira vista, já que acho pouco real e difícil de se relacionar, mas eu consigo ver e acreditar que Starlord e Gamora podem ficar juntos de uma forma coerente.

É uma relação de iguais, com passados muito diferentes sim, mas sem uma hierarquia ou uma situação de poder. Por mais que Starlord seja visto como o líder, todos agem em conjunto. Sem contar que os dois juntos poderia ser interessante para a complexidade de ambos os personagens. Eles são muito solitários e criaram várias barreiras por causa disso. Já dá para ver isso mudar por toda a dinâmica de grupo, mas pode ficar ainda mais interessante do ponto de vista do ship.

Por favor Marvel, não mate nenhum deles em Guerra Infinita. Não estraga meu ship. Obrigada.